O que é a Verdade?

O real e o abstrato; o real e o ilusório; o verdadeiro e o falso; o objetivo e o subjetivo. Seria a objetividade o resultado da compilação ou combinação de todos os possíveis pontos de vista subjetivos? A verdade que se sente; a verdade que nos é dita; a verdade em que você acredita, a verdade que se percebe através dos sentidos. O que é a Verdade? Para Kant o conhecimento começa com a experiência, mas nem por isso origina-se nela. A experiência pressupõe o sujeito como condição de sua possibilidade, sem o que a palavra experiência nem teria sentido. O sujeito, então, deve apresentar capacidades ou faculdades que possibilitem a experiência e o próprio conhecimento. A primeira é a sensibilidade definida como a capacidade (receptividade) de obter representações mediante o modo como somos afetados por objetos. O conhecimento vem da percepção do objeto e dos conceitos, com as quais as representações são pensadas. C. G. Jung percebeu que cada sujeito tem capacidades ou faculdades individuais próprias, e por isto cada sujeito é afetado pelo objeto de forma peculiar. Definiu os tipos psicológicos e as diversas formas com que cada tipo forma a sua consciência. Werner Heisenberg que participou das “dores de parto” da teoria dos quanta, percebeu que a distinção que Descartes fazia entre sujeito e objeto - compartilhada por Einstein - em que o cientista tratava do mundo objetivo e que neste mundo objetivo tudo devia acontecer segundo um determinado programa que podia ser expresso matematicamente, simplesmente não era possível. Segundo Heisenberg a ciência da natureza não é uma explicação do mundo objetivo, e sim uma parte do jogo recíproco entre o mundo e nós mesmos: e por isso também uma parte da linguagem com que nós falamos do mundo. Por conseguinte, nós mesmos não podemos absolutamente excluir-nos dela. Já não podemos projetar os fenômenos totalmente do exterior, e nem podemos objetivá-los completamente, mas apenas falar do mundo que o homem é capaz de conhecer. Estudos sobre o cérebro têm demonstrado que embora nossas impressões sejam bastante semelhantes a determinados aspectos da realidade externa, nada podemos falar sobre uma realidade objetiva. Criamos nossas cidades com o trabalho das mãos, mas as vemos segundo os caprichos do cérebro. No grande teatro da vida, vemos apenas as peças que as células do cérebro decidem representar. O cérebro cria suas próprias realidades.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Introdução

A Comunicação