O Prazer Move o Ser Humano
O prazer move o ser humano. Vive-se por prazer e morre-se quando não há mais prazer de viver. Mas a sensação do prazer mede-se pelo seu oposto, a dor. A vida, então, move-se, numa compensação, entre o prazer e a dor. Uma vida sem dor, portanto, é uma vida sem prazer e vice-versa. O esforço, o trabalho e o sacrifício de pequenos prazeres são necessários para que se obtenha um grande prazer. É um aprendizado. Afirma Nietzsche que o verdadeiro prazer consiste em estimulá-lo e não em satisfazê-lo. Este também é o princípio do Tantra. Observamos que a satisfação quando existe é momentânea e sempre se buscará a sua repetição ou ampliação. Por outro lado, uma das características do prazer é a singularidade. Cada indivíduo tem a sua fonte de prazer; o que pode ser prazeroso para um não o é necessariamente para o outro.
O gosto capitoso do poder canta o poeta. O poder embriaga, mas acima de tudo o poder dá prazer. A vida do Ego é um jogo de poder. Muitos sacrificam tudo, absolutamente tudo, por este prazer. Na verdade, o Ego alimenta-se do poder. A luta entre Egos é uma luta pelo poder. Poder que sobe à cabeça, que entontece, que embriaga e que, muitas vezes, é a sua ruína.
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